Mineração submarina: a extração em águas profundas

O Brasil se destaca na área da mineração desde os tempos de colônia, sendo um dos setores básicos da economia nacional. A partir de 2012, o país começou trabalhos na área de mineração submarina em águas profundas. No final de 2015 o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) recebeu um investimento milionário do governo brasileiro, iniciando um projeto de extração de sulfetos polimetálicos, grupo que contém chumbo, cobre, ouro, prata e zinco.
No ano de 2012, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos implementou uma legislação regulamentando a exploração de sulfetos polimetálicos e o Brasil começou a desenvolver projetos relacionados a essa área. Em 2014, foi realizado um relatório e, em 2015, ele foi aprovado, liberando um investimento governamental de R$ 11 milhões para a exploração de minerais no oceano atlântico. Além das informações científicas, a proposta contém um mapa com a indicação das áreas de interesse para a mineração e as mais vulneráveis, bem como um plano de monitoramento ambiental para a fase de pesquisa.

Porém, de acordo com a especialista em mineração submarina do Departamento Nacional de Pesquisa Geológica, Vanessa Calvancanti, as operações de mineração marinha no Brasil ainda são de reduzida proporção. Sendo que para a exploração em mar aberto, existem áreas com concessão para a extração de calcário no Maranhão, na Bahia e no Espírito Santo.
Os Benefícios da Mineração Submarina
Um dos maiores benefícios da mineração submarina é a obtenção de sais de potássio, enxofre e fosforita, a partir da extração de granulados marinhos chamados de “bioclásticos”, cuja origem é biológica. Sendo a fosforita utilizada na produção de fertilizantes. Desse modo, o aproveitamento desses depósitos marinhos pode diminuir a importação de fertilizantes, pois, atualmente, mais de 90% do produto utilizado vem das importações.
Os Impactos Gerados
Independentemente do propósito e das cautelas tomadas para seu empreendimento, a explotação de minerais do leito do mar, tem como resultado modificações temporárias ou permanentes do ambiente marinho. Todavia, o Brasil leva em conta não apenas as demandas da legislação marítima como também o biossistema presente nas águas, investindo continuamente na região atentando para a preservação das condições ambientais.
Como Ocorre a Mineração Submarina
A extração de areias, cascalhos, minerais pesados e gemas em depósitos inconsolidados de águas rasas é realizada por meio de dragagem por sucção ou mecânica. Na dragagem mecânica são utilizadas dragas de caçamba ou escavadeira. Na dragagem por sucção, mergulhadores operam dragas de sucção, com o chamado airlift, selecionando os locais de maior probabilidade de ocorrência.

Já em águas de fundo consolidado, são utilizadas sondagens rotativas de diâmetro de até 10 metros, chamadas “wirth drill”, que chegam a operar em até 200 metros de profundidade. Além disso, podem ser usados tratores submarinos com sistema de sucção. Porém, a extração mineral em fundos oceânicos, que chegam a atingir de 4 a 6 mil metros, ainda não possuem uma operação implantada em escala industrial, embora já existam estudos.

Atualmente, existem centenas de patentes de equipamentos de mineração de mar fundo registradas, os métodos desenvolvidos compõem sistemas hidráulicos, que variam de dragas rebocadas a veículos com autopropulsão.
Autora: Laura Fernandes Teixeira Couto
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